quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O regresso a Tokyo (e despedida)

Ontem antes de irmos para a cama ainda fui até à estação trocar os bilhetes para outro comboio um pouco mais tarde, mesmo assim o cansaço já se acumulava e o telemóvel/despertador ficou sem bateria... resultado: acordámos depois da hora, lá fui novamente à estação e com a típica eficácia nipónica colocaram-nos no comboio seguinte. Depois de tomado o pequeno almoço avancámos para o comboio.

A viagem de 6h com uma mudança não custa nada, realmente comparar o Shinkansen com um avião é comparar alhos com bugalhos. O conforto, espaço e liberdade de movimentos não tem nada a ver. Lá pelas 14h lá chegámos à estação de Tokyo que fica em Tokyo :), fomos até Ueno e demos entrada no belissimo hotel que tinhamos reservado para a última noite, Ueno Grand Coco Shinobatzu. Um dos melhores hoteis onde já estivemos na vida. Impecável.

Infelizmente a Diana não se estava a sentir particularmente bem, estas dores de cabeça que a andam a fazer gato sapato...pelo que tivemos de procurar uma farmácia (sem grande sucesso), mas lá se encontrou qualquer coisa parecida numa loja tipo produtos naturais com muitas falhas de tradução. Com isto mais o tempo para almoçar (ou encontrar um local a preço razoável com pratos sem carne ou que se perceba que não têm carne) a tarde estava perdida.

Separámo-nos, a Diana foi mais uma vez a Harajuko (as mulheres e as compras...), e eu fiquei no hotel e experimentei o banho típico japonês, que basicamente é uma sala com uma banheira tipo jacuzzi e uns banquinhos paralelos com um chuveiro e espelho, tipo banho comunal. E estava-se muito bem, com todos os produtos da melhor qualidade um espaço belissimo e sem ninguém a incomodar, foi uma hora de relax culminando numa massagem numa cadeira de massagens espectacular. No final estava novo.

Saimos e apanhámos o mono-rail para Odaiba, que é uma ilha artificial em frente a Tokyo, com acesso pela ponte do Arco-iris. As vistas sobre o "skyline" da cidade são fantásticas, como já era um pouco tarde foi complicado encontrarmos um sitio porreiro para o último jantar (aliás fomos aconselhados a ir ao MacDonalds...), mas lá se encontrou um Izakaya (um pub japonês), em que nem sequer foi preciso tirar os sapatos porque tinha uma zona ocidental. Mesa espectacular, vista espectacular, a salada para a Diana com pedaços de carne, vai para trás, volta sem carne, jantámos bem, e fizemos a despedida emocional desda cidade e desde país tão belos quanto únicos.

Apanhámos o último mono-rail e um dos últimos comboios JR para o hotel. Gostavamos de ter ficado mais tempo no Japão, um país e um povo espectacular.






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